Um levantamento realizado pelo instituto Quaest revela que a aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se consolida como um fator determinante na corrida pelo Governo do Maranhão. De acordo com a pesquisa, 54% dos eleitores maranhenses preferem que o próximo chefe do Executivo estadual seja um aliado de Lula, enquanto 16% declararam preferência por um governador alinhado ao senador Flávio Bolsonaro.
A medição direta sobre a influência dos padrinhos políticos detalha essa diferença de apelo eleitoral. Para 45% dos entrevistados, a indicação de Lula aumenta a probabilidade de apoio a um candidato, 30% afirmam que a presença do presidente não altera a decisão e 21% dizem que o apoio reduz a chance de voto. No caso de Flávio Bolsonaro, o cenário mostra resistência: 17% afirmam que seu respaldo aumenta as chances, 35% veem como indiferente e 43% sustentam que a aliança diminui a disposição de votar no nome apoiado.
Na pesquisa estimulada para a disputa pelo Palácio dos Leões, Eduardo Braide aparece na liderança com 44% das intenções de voto, seguido por Orleans Brandão, que soma 25%. O vice-governador Felipe Camarão registra 6% e Roberto Rocha alcança 3%, enquanto os demais postulantes somam 1% ou menos. Os dados indicam que a avaliação positiva da gestão de Lula no Maranhão constitui uma peça essencial nas estratégias das pré-candidaturas locais.
Até o momento, os nomes citados no levantamento e as respectivas assessorias de comunicação das lideranças políticas não emitiram posicionamentos oficiais sobre os números apresentados.
A pesquisa Quaest ouviu 900 eleitores no Maranhão entre os dias 20 e 23 de agosto. O levantamento conta com margem de erro estimada em três pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
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