O candidato ao governo do Maranhão, Felipe Camarão, participou de entrevista nesta segunda-feira (21), e em tom bastante político, falou sobre o projeto de sucessão articulado pelo governador Brandão na tentativa de eleger o sobrinho, condenou o uso de milícias digitais, questionou a descontinuidade de iniciativas que estavam contribuindo para melhorar o Maranhão e criticou a aproximação do atual governo com setores ligados ao bolsonarismo.

Camarão manifestou confiança em chegar ao segundo turno e reforçou a importância da eleição estadual afirmando que o presidente Lula precisa de um candidato em quem possa confiar para defender seu projeto no Maranhão.
Na entrevista, Camarão foi questionado sobre vários temas e respondeu com segurança, resgatando realizações de sua trajetória como gestor público. Ele defendeu a criação de um calendário cultural permanente que contemple todas as linguagens artísticas, interiorização da cultura e a valorização dos espaços culturais nos municípios do interior.

O candidato disse ainda que é possível conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação do patrimônio histórico, falou sobre a garantia de direitos dos povos originários e comunidades tradicionais e ressaltou que lideranças indígenas e quilombolas foram ouvidas na formulação de seu plano de governo.

Ao abordar o desempenho do Estado no IDEB, Camarão fez um resgate do crescimento contínuo dos indicadores educacionais registrado em sua gestão à frente da Seduc e afirmou que o programa Escola Digna será retomado para alavancar novamente a qualidade do ensino público maranhense.

Na área da segurança pública, Camarão falou sobre a ampliação da Patrulha Maria da Penha, comprometeu-se com a inauguração de novas unidades da Casa da Mulher Maranhense, com a expansão dos serviços de acolhimento e com a integração de instituições públicas para assegurar atendimento multidisciplinar e humanizado a mulheres vítimas de violência. Questionado sobre a eficiência e os custos do sistema prisional, Camarão ressaltou que, sob sua gestão, o analfabetismo foi zerado nos presídios maranhenses e defendeu a articulação dos programas Escola Digna e Trabalho Digno na ressocialização.