O vereador de Imperatriz Flamarion Amaral (PV) transferiu para o campo jurídico a contestação ao represamento de sua candidatura à Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema). Em entrevista concedida na Câmara Municipal, o parlamentar reagiu às decisões desfavoráveis tomadas pelas instâncias diretivas do Partido Verde e pela cúpula nacional da Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV), que negaram conhecimento ao recurso apresentado contra o cancelamento da nominata proporcional estadual.

A articulação para inviabilizar a chapa proporcional do PV no estado intensificou-se após o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP) — irmão de Flamarion —, romper com a base do governo Carlos Brandão (MDB). No novo desenho político, o gestor municipal declarou apoio formal ao projeto de Eduardo Braide (PSD) ao Palácio dos Leões e fechou aliança com Lahesio Bonfim (Novo) e André Fufuca (PP) para o Senado.

O desdobramento busca consolidar junto ao eleitorado da Região Tocantina a versão de que o grupo governista estadual atua para cercear uma liderança de Imperatriz em razão da redefinição política da prefeitura. O embate atua como mediador da influência política do segundo maior colégio eleitoral do estado perante as decisões tomadas pelos diretórios na capital.

Classificando as movimentações partidárias como uma tentativa antidemocrática de cerceamento, Flamarion reafirmou que buscará o registro diretamente na Justiça Eleitoral. “Eu estou na luta, não estou fora da disputa. A democracia vai prevalecer, a Justiça está aí para amparar quem está sendo injustiçado. É da vontade de Deus que eu serei, sim, candidato. Não irão me tirar da candidatura da forma do tapetão, da forma do golpe que estão querendo aplicar na democracia”, declarou o vereador.

Como estratégia jurídica, a defesa de Flamarion pretende alegar cerceamento de defesa e vícios regimentais no descumprimento de prazos de apreciação dos recursos internos para tentar assegurar uma liminar. Caso obtenha a decisão para concorrer sub judice, o parlamentar manterá a campanha no Sul do estado; por outro lado, se o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) mantiver o indeferimento, a oposição local perderá sua principal vitrine proporcional para a Alema.