O candidato ao governo do Maranhão, Felipe Camarão (PT), apresentou suas propostas para a reestruturação e regionalização da rede de saúde pública do estado. Entre as principais metas de seu plano de governo estão a ampliação da rede de urgência e emergência, a descentralização de atendimentos de alta complexidade e a abertura definitiva do Hospital da Ilha, em São Luís, e do Hospital da Região Tocantina, em Imperatriz, visando assegurar respostas mais ágeis à população.

A iniciativa surge como resposta aos históricos gargalos enfrentados pelos maranhenses, que frequentemente precisam percorrer longas distâncias para obter assistência médica especializada. O candidato citou como exemplo crítico as falhas logísticas no transporte público, como o caso de um jovem que foi a óbito devido a deficiências no transporte do ferryboat, o que evidencia a urgência de uma reconfiguração na rede hospitalar para evitar a perda de vidas por lentidão no socorro.

Os impactos esperados com a descentralização incluem a redução drástica do deslocamento de pacientes do interior em direção a São Luís e outros grandes centros urbanos. Com a implantação planejada de novas policlínicas, polos de hemodiálise e centros de oncologia em todas as regiões maranhenses, além do fortalecimento da rede ortopédica, o plano busca aproximar tratamentos complexos de doenças graves do local de residência dos cidadãos.

Em suas declarações, Felipe Camarão enfatizou que a proximidade do atendimento é uma questão de dignidade humana, afirmando que a saúde precisa estar perto das pessoas e classificando como inaceitável a necessidade de viajar centenas de quilômetros para realizar procedimentos como hemodiálise ou cirurgias. O candidato reforçou o compromisso de garantir que a assistência regionalizada ofereça atendimento de qualidade perto de onde a população reside.

Como desdobramentos futuros de sua plataforma de saúde, Camarão projeta a retomada e a expansão do programa Sorrir, de atendimento odontológico, com a meta de alcançar os 217 municípios do estado. Adicionalmente, o plano prevê ações estruturadas para a saúde mental, englobando a ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS e CAPSi) e a criação de leitos e ambulatórios especializados em todas as regiões maranhenses.