O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta quarta-feira (5), que a eleição presidencial de outubro, na qual disputará a reeleição, será o último pleito de sua trajetória política. Durante entrevista concedida aos podcasts Meteoro Brasil e Os 3 Elementos, o chefe do Executivo afirmou que almeja se dedicar à pescaria após o encerramento de um eventual quarto mandato, projetando viver até os 120 anos de idade.
Durante o programa, o presidente também tratou dos projetos do Poder Executivo voltados ao combate à desinformação nas redes sociais. Lula defendeu categoricamente a necessidade de transformar em crime a conduta de quem utiliza a internet para divulgar mentiras sobre doenças e recomendar remédios indevidos, afirmando que a prática não representa liberdade de expressão, mas sim irresponsabilidade.
As declarações ocorrem em meio a dados sobre a percepção pública em relação à imagem do presidente. Uma pesquisa Meio/Ideia publicada nesta mesma quarta-feira (5) indicou que 12,5% dos eleitores brasileiros acreditam na teoria de que Lula teria morrido e sido substituído por um clone, enquanto 28,5% não souberam ou não quiseram responder. A vitalidade demonstrada pelo chefe do Executivo aos seus 80 anos é utilizada como argumento por quem defende essa tese, enquanto 58,9% dos entrevistados rejeitam a especulação categoricamente.
Até o momento, não foram registradas reações formais de lideranças partidárias ou de opositores em relação ao anúncio do presidente sobre a sua despedida das disputas eleitorais. O posicionamento do chefe do Planalto reforça contudo a linha do governo no enfrentamento às notícias falsas na rede.
A sequência das discussões sobre as propostas do Executivo contra a desinformação e o avanço do calendário eleitoral até o pleito de outubro devem definir os desdobramentos desse cenário nos próximos meses.
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